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Table of Contents

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Acknowledgements

Summary (English)
Résumé (French)
Sumário (Portuguese)

Workshop Report

Appendix 1: Summary of Results from Assessing Networking Needs for Conservation Biology in Africa: A Survey

Appendix 2: Workshop Programme

Appendix 3: Workshop Participants

Appendix 4: Participant Contact Information

Workshop Presentations

Conservation Biology in the K-12 Classroom: A Case Study

Conservation Science in NGOs: Activating a Programme

Science for Conservation Management in Madagascar

Contributions of Science to Conservation and Management: Perspectives on Research and Planning

Women in Conservation Biology: A Personal Perspective

Developing a Long-Term Ecological Research Network: Challenges in Southern Africa

 
 

Associações para o Fortalecimento da Biologia de Conservação na África:
Relatório de uma Conferência Internacional realizada em Nairóbi, Quênia, entre 10 a 13 de setembro, 2001

Sumário

A África deu e continua a dar importantes passos nas áreas de conservação e da biologia de conservação. Instituições de pesquisa e treinamento já existem há décadas, mas, hoje, a ciência de conservação em partes da África está fraquejando. Coletivamente, é grande a capacidade para a ciência de conservação e sua aplicação por toda a África[3], mesmo assim, o total não é maior que a soma de suas partes. O desafio é o maior desenvolvimento desta capacidade existente e fragmentada, criando-se elos entre as instituições, ambos aos níveis sub-regionais e regionais, e os edificar para melhor se promover a ciência na administração e preservação da diversidade biológica espetacular da África.

Realizou-se uma conferência internacional ente 10 a 13 de setembro, 2001, no Instituto Internacional de Pesquisa de Rebanho, em Nairóbi, Quênia, para se partilhar informações acerca da posição da biologia de conservação na África, e para se discutir maneiras de fortalecê-la, especialmente através de colaboração regional e internacional. Trinta e seis participantes de 13 países representaram uma ampla gama de interessados em biologia de conservação: agências de gestão de parques nacionais, universidades, organizações não governamentais, professores dos níveis primários e secundários, centros de pesquisa, sociedades profissionais, doadores, e alunos de pós-graduação.

O seminário foi estruturado ao redor de dois temas: pesquisa conservacionista e sua comunicação e aplicação, e desenvolvimento de recursos humanos. As sessões concentraram-se na ciência de conservação em agências públicas e não governamentais, ensino ao nível de pós-graduação, ciência e conservação marinha, preservação de invertebrados, pesquisa ecológica de longo prazo, a mulher na biologia de conservação, a criação de uma seção da África da Sociedade para a Biologia de Conservação e a biologia de conservação no ensino primário e secundário.

O grande desafio da biologia de conservação na África, assim como em outros lugares, é de como se traduzir pesquisa de conservação em ação prática. Isto exige atenção à três áreas: comunicação, organização da agenda de pesquisa e a aplicação direta de métodos científicos a problemas práticos.

A comunicação é uma prioridade clara, ambos dentro da comunidade científica e entre ela e outros interessados. Redes com base na Internet devem ser desenvolvidas mais, assim como plataformas dedicadas à comunicação e à ciência de conservação por toda a África. Novas iniciativas estão se formando, como as Redes de Pesquisa Ecológica de Longo Prazo no Sul e Leste Africano. Também estão sendo feitos esforços para o fortalecimento das redes existentes, como a rede de Homem e Biosfera de Reservas da Biosfera. A AfriMab é uma rede regional para as reservas africanas, totalizando 57 em 28 países.

A biologia de conservação também deve coordenar, junto a outrem, mais redes virtuais a fim de se evitar a duplicação de esforços. Algumas estão voltadas à disciplina, como as que formam a Bio-NET International para taxinomia, enquanto outras têm como base órgãos não governamentais, como a Sociedade para a Vida Selvagem da África Ocidental e a Associação de Ciência Marinha do Oceano Índico Ocidental.

Há também uma grande necessidade de se comunicar melhor a ciência de conservação aos gerentes e legisladores, de se comunicar os êxitos da pesquisa de conservação e como se faz a pesquisa. Trabalhos pilotos regionais devem desenvolver e institucionalizar processos para intensificar e priorizar grupos alvos, criar mensagem(ns), identificar método(s) mais efetivo de transmissão e identificação de mensageiros. Os cientistas devem se esforçar para informar à administração, ao legislativo e à educação, e esperar que suas contribuições demonstrem, por sua vez, o valor de seus trabalhos, promovam maior participação nos mesmos e fortaleçam um grupo de apoio a eles.

Ao se definir uma agenda de pesquisa africana, deve haver um equilíbrio entre a confecção de uma teoria de ponta e a realização de pesquisa aplicada. Pode-se encontrar um equilíbrio através de uma série de exercícios de classificação regional que unem pesquisadores com gerentes, educadores, legisladores e outros interessados de fora da comunidade científica.

Os métodos da biologia de conservação têm aplicação direta em muitas áreas. Por exemplo, há a necessidade de se aprimorar as regras e métodos de avaliação do impacto ambiental através de elos mais fortes com a biologia de conservação, a fim de não só se prever e mitigar possíveis impactos negativos à diversidade biológica, mas também de se explorar, ativamente, alternativas de desenvolvimento que aumentam a biodiversidade. A ciência de conservação também faz grande papel no desenvolvimento de métodos sensatos de monitorização e avaliação da eficiência das ações de conservação. Por meio de tais aplicações, a biologia de conservação pode se tornar tão central ao planejamento de desenvolvimento como a saúde pública, agricultura, etc.

A pós-graduação é chave ao fortalecimento e manutenção da ciência de conservação na África. Mesmo assim, muitos países não possuem programas de mestrado em biologia de conservação. Novos programas podem ser necessários em algumas regiões, porém os pontos fracos do nível de pós-graduação podem ser tratados mais eficientemente por meio de parcerias entre os programas existentes. Há um enorme potencial para as instituições se ajudarem para que se elevem à estatura internacional em pesquisa e treinamento. O primeiro passo seria uma revisão completa dos cursos e programas na África, envolvendo peritos de dentro e fora da região, para análise dos programas e identificação dos pontos fortes e deficiências específicas e oportunidades de cooperação.

Um outro desafio é o aumento do número de mulheres na biologia de conservação e, ao mesmo tempo, assegurar-se de que a disciplina dá oportunidades para mantê-las em todos os níveis. O problema não é só de eqüidade. Uma das conseqüências da maior participação da mulher é a ampliação do âmbito e qualidade das técnicas de resolução de problemas na biologia de conservação. As associações profissionais voltadas à biologia de conservação precisam enfocar problemas de gênero, identificar indivíduos exemplares e promover a visibilidade da mulher, seus êxitos e contribuições. Os biólogos de conservação podem se unir a um esforço mais amplo de incentivar mulheres a se interessar pela ciência, divulgando mulheres bem-sucedidas, participando em programas de orientação e apoiando programas de auxílio e voluntários para escolas de primeiro e segundo graus.

Uma outra grande preocupação é a falta de mentores e exemplos para mulheres em níveis mais elevados de liderança. Uma mudança exigirá atenção dedicada à promoção e manutenção do avanço profissional da mulher, através de atenção concentrada em programas de orientação aos níveis mais altos, e buscando no setor comercial e empresarial, indivíduos exemplares que apoiam uma força de trabalho mais diversificada e capaz (exemplo: expediente flexível e "telecommuting" (empregado que exerce suas funções em casa, conectado ao escritório ou firma via computador)).

O ensino da conservação nas escolas, seja formal ou informal, está ganhando força por toda a África, embora a incorporação da ciência de conservação no ensino primário e secundário está mais atrasada. Isto é sintomático das deficiências mais amplas no ensino da ciência. Há a necessidade de se salientar os cientistas de conservação nas escolas. Cientistas podem trabalhar com professores para elaborar projetos de campo simples que facilmente ocupam os alunos com ambos os métodos científicos e questões de conservação. A conservação e a ciência também podem se unir pelo ensino da ciência através de problemas de conservação. Muitos novos modelos para o ensino da ciência estão em desenvolvimento e se beneficiariam de colaborações educacionais entre educadores africanos e cientistas (exemplo: visitas de intercâmbio, conferências e programas de ensino conjunto).

Os desafios enfrentados pela biologia de conservação na África são compartilhados com muitas outras disciplinas. Os biólogos de conservação precisam trabalhar em uníssono com seus colegas de outras ciências para efetuar mudança. Por exemplo, a comunidade de biologia de conservação na África deve se unir ao coral em favor do aprimoramento das telecomunicações no continente para melhorar o acesso à informação. A curto prazo, acesso a correio eletrônico é comum e qualquer iniciativa de criação de rede deve aproveitar-se dele. "Portais" ou acesso à informação com base na Internet devem permitir acesso ao correio eletrônico, enquanto que a tecnologia de CD também pode ser usada com grandes benefícios.

Debilidade institucional também aflige a biologia de conservação e afetam universidades, centros de pesquisa e órgãos públicos como também privados. Instituições fortes não são construídas com investimentos de curto prazo em poucas áreas seletas, como é comum entre investidores. É preciso abordagens mais abrangentes e a longo prazo. Ao mesmo tempo, as instituições favorecidas nem sempre prevêem custos recorrentes, e quando confrontadas com prioridades concorrentes, os governos têm dificuldade em garantir apoio adequado à conservação, ciência e ao ensino superior.

A criação de uma Seção da África na Sociedade para a Biologia de Conservação (SCB, em inglês), seria um passo importante para atender as necessidades de rede da biologia de conservação africana, superar as restrições enfrentadas pela disciplina e implementar algumas das recomendações da conferência. Um comitê consultivo interino foi instaurado para criar a seção. No momento, a criação de uma sociedade independente para a biologia de conservação na África não é nem desejável nem viável. A seção da SCB pode, todavia, ser o início de um processo que culminará em uma afiliação independente da SCB.

As prioridades do comitê consultivo interino são de atrair membros, encontrar maneiras de fornecer tradutores franceses e portuqûes de abstratos da Biologia de Conservação, organizar um simpósio para o encontro da SCB, em 2002, e criar um boletim africano em correio eletrônico, para divulgar informações sobre os conteúdos da Biologia de Conservação e Biologia de Conservação em Prática; além de informações adicionais como pesquisa e oportunidades de financiamentos, avisos de reuniões, etc.

O comitê espera lançar a seção na próxima reunião da SCB, que será realizada em Kent, Inglaterra, em julho de 2002. Esta será realizada conjuntamente com o simpósio que destacará problemas de conservação emergentes na África, e ressaltará os principais conservacionistas e cientistas africanos. Informações de como associar-se à seção da África podem ser encontradas na página eletrônica da SCB (http://www.conservationbiology.org/), ou envie uma mensagem eletrônica para africa@conservationbiology.org.

[3] Aqui, como por toda a conferência, os termos "biologia de conservação" e "ciência de conservação" são usados permutavelmente, sendo que o último é de uso mais estabelecido, enquanto que a centralidade dos fatores sociais, econômicos e políticos da conservação na África não possam ser sobrestimados.

 

 

   
 

 

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